quarta-feira, 28 de julho de 2010

Benefícios de exercício físico no processo de envelhecimento

As pesquisas têm demonstrado que a população idosa no Brasil está aumentando, e esta é uma tendência mundial: o mundo está envelhecendo! Sendo assim, as pesquisas estão sendo direcionadas a fim de verificar os aspectos que proporcionem uma melhor qualidade de vida na velhice, sem doenças e com autonomia.

A terceira idade é marcada como uma fase pela diminuição na capacidade funcional do organismo, Paschoal (1996 in Mazo et al, 2004) coloca que “no processo natural de envelhecimento, diminui a capacidade funcional de cada sistema e, com o aparecimento das doenças crônico-degenerativas, prevalecem às incapacidades”. De acordo com o autor, esta queda na capacidade funcional dos idosos pode ser acelerada ou retardada de acordo com fatores genéticos bem como do estilo de vida e o ambiente em que se vive.

Citando Shephard (2003) a terceira idade é dominada pela diminuição de massa magra nos tecidos e aumento de massa gordurosa, além de uma progressiva atrofia muscula e perda de minerais ósseos. A soma destes fatores leva à diminuição da mobilidade das articulações, o que prejudica mais seu desempenho.

O exercício físico é de fundamental importância para esta população, uma vez que possibilita a retomada da independência física, além de facilitar as relações entre os participantes. Neste aspecto, os exercícios em grupos são os mais interessantes e indicados.

Nahas (2001) apresenta uma série de benefícios da prática regular de exercícios físicos: promove uma melhora fisiológica (controle da glicose, melhor qualidade de sono, melhorias nas capacidades físicas relacionadas à saúde), melhora psicológica (relaxamento, redução dos níveis de ansiedade e estresse, melhora o estado de espírito, melhoras cognitivas) e melhor interaçao social (indivíduos mais seguros, melhora a integração social e cultural, integração com a comunidade, rede social e cultural ampliadas, entre outros), além da redução ou prevenção de algumas doenças como a osteoporose e os desvios de postura.

Que o exercício é imprescindível para a saúde e qualidade de vida dos idosos pode-se perceber através dos dados postulados neste texto, mas de que exercício está se referindo? Podem os idosos participar de qualquer programa de exercício?

Na verdade, a velhice é marcada por uma série de limitações físicas e psicológicas, que devem ser analisadas antes do início de um programa de exercícios. A moderação e o bom senso são muito importantes neste momento. O ideal é que o início seja lento e gradual, respeitando sempre os limites de cada indivíduo.

De acordo com Nahas (2001), as atividades como caminhada e dança são bastante apreciadas pelos idosos, além de ser um ótimo exercício para a melhora do sistema cardiovascular. Acrescentam-se ainda exercícios resistivos, que promovem um aumento da massa muscular e melhora o equilíbrio.

Um outro tipo de exercício que é bastante interessante é a hidroginástica. Este tipo de exercício é bastante eficaz nos casos de pessoas que sofrem com problemas articulares, onde o impacto nos membros inferiores é sensivelmente diminuído. Resistência aeróbica, força e flexibilidade podem ser trabalhadas no ambiente aquático, estes exercícios são mais fáceis de realizar e menos dolorosos, além de promover a interação social que tanto lhes é importante.

Enfim, as possibilidades são muitas de exercitar-se na terceira idade, desde yoga, alongamento, recreação, musculação, caminhada. Exercício faz bem em todas as idades, mas na velhice ele proporciona muitos benefícios.

O importante é dar o primeiro passo em favor da saúde e contra o sedentarismo.






http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_2373/artigo_sobre_beneficio_do_exercicio_fisico_no_processo_de_envelhecimento

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